Pe. João Carlos CifrasPe. João Carlos Letras de músicasGuitar BattlePalco MP3Audioware DownloadsForme sua Banda|

cadastre-se grátis · esqueceu sua senha?
  1. Portais
  2. rock/pop
  3. black
  4. brasil
  5. eletrônico
  6. gospel/religioso
  7. outros

Pe. João Carlos

Recomendar esse artista
Pe. João Carlos

Pe. João Carlos, cantou, compositor e escritor. Gravou pela COMEP - Paulinas 06 (seis) CDs. Padre Salesiano, atualmente ocupa o cargo de superior da congregação salesiana no nordeste do Brasil.

leia o release completo

Blog

Segunda, 21 de julho de 2008

Vocação não é coisa de meia dúzia

Vocação não é coisa só de meia dúzia de pessoas na Igreja. A gente está acostumado a ouvir falar de vocação para padre, para freira, para irmão religioso. E pode até pensar que a grande maioria do povo de Deus não tem vocação.

Como a Igreja poderia realizar a sua missão, se a maior parte do povo cristão ficasse de braços cruzados, esperando as coisas acontecerem pela atuação de poucas pessoas? O prejuízo não seria só da Igreja que teria um povo passivo e dependente, mas também haveria um grave prejuízo para as pessoas que desempenhassem tarefas nas comunidades. Elas ficariam de tal modo sobrecarregadas e esgotadas que não dariam conta.

Por isso, o Espírito Santo trata de distribuir as tarefas com todo mundo. E o Espírito Santo é tão generoso em distribuir seus dons em benefício da missão da Igreja, não é verdade? A um dá o dom de ser padre, a outro o dom de ser um religioso, a outra chama para ser uma catequista, uma ministra da Eucaristia, uma liderança à frente das pastorais.... A Igreja para realizar sua missão precisa de gente em muitas frentes: comunicadores cristãos no rádio, na televisão e nos jornais; catequistas de crianças, de adolescentes e de jovens; ministros extraordinários da Eucaristia; responsáveis pelo dízimo; coordenadores de grupos, de comunidades, de movimentos, de pastorais; animadores da pastoral do batismo, da crisma, do matrimônio;...

Uma Igreja ativa precisa também de pessoas que se envolvam na pastoral da criança, no cuidado dos pobres, na defesa dos presos, na promoção das comunidades carentes... e também pessoas consagradas que testemunhem o primado de Deus em suas vidas, padres que presidam as comunidades no trabalho e na oração litúrgica, pastores do rebanho.

Valorizar demais a vocação de uns em detrimento da vocação de outros não está certo. Os padres são animadores da vocação de todos os outros seus irmãos e irmãs. O bom padre é o animador de uma comunidade servidora, em que todo mundo faz sua parte. O bispo tem a tarefa de reconhecer e coordenar os dons e os carismas que Espírito Santo distribui... padres e bispos têm também a tarefa de acompanhar, estimular e contribuir para a formação das pessoas para os vários serviços necessários na Igreja, segundo o dom de cada um.

Assim, toda a Igreja se torna ministerial, servidora, diaconal. Como Jesus, que disse; “eu não vim para ser servido, mas para servir”. Nada de gente de braços cruzados, esperando que alguns façam tudo ou criticando o que uns poucos conseguem realizar. Mas, também, nada de centralização dos serviços, das decisões, das tarefas nas mãos de alguns. Com Jesus, nós aprendemos a repartir as tarefas, a valorizar a contribuição de cada um, a nos alegrar com os dons, os carismas, as vocações que o Espírito Santo distribui no meio da comunidade.

Diz de uma maneira a 1ª carta aos Coríntios: “Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos” (1 Cor 12, 8). Por isto, ninguém pode esquecer que o seu dom é para o serviço da missão da Igreja e, portanto, é pra ser exercido em sintonia e comunhão com toda a Igreja.

Postado por Mário Carlos às 11:47 horas
Segunda, 23 de junho de 2008

[b]Bate-Papo

Eis aí tua mãe

E Nossa Senhora nos protege? Ah, se nos protege!... Pra começar ela é mãe. Mãe de Jesus e nossa. Na cruz ele disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E o que é que a mãe faz? Gerar é uma vez só. Mas velar, cuidar do filho, preocupar-se com ele, sofrer por ele, sacrificar-se por ele... é a vida toda. É isto que faz a mulher ser mãe. É mais do que gerar biologicamente. É amar, e assim gerar espiritualmente o filho.

E Maria é mãe. Mãe de verdade, mãe dos irmãos do seu Jesus, único gerado nas suas entranhas. Foi Jesus quem nos abriu as portas da Casa do Pai. Na Casa de tantas moradas, nos introduziu, resgatando-nos com o preço pago por sua própria morte na cruz. E é a própria cruz o lugar da maternidade espiritual de Maria. “Eis aí o teu fiho”. No tempo que ainda viveu na casa de seu novo filho João, ela amou cada discípulo e cada discípula de Jesus como filho ou filha. Amou, apoiou, aconselhou, ensinou tantas coisas. Abriu seu coração para narrar as grandes coisas que o Senhor fez na vida de sua humildade servidora.

Ah, ela levou a sério o testamento da cruz: “Mulher, eis aí teu filho”. E João também levou a sério o último pedido do Mestre: “Filho, eis aí tua mãe”. O jovem discípulo a levou para casa, cuidou dela, consolou-a, velou pela mãezinha do Mestre até o dia em que o Pai a chamou para tomar parte na glória de Jesus. E na glória, coroada como rainha do céu e da terra, a mãe da Igreja nascente continuou velando pela sua casa, pelos seus filhos, protegendo-os, confortando-os, acompanhando-os a cada passo. Se aqui a gente pode fazer alguma coisa pelos outros, mais ainda podemos realizar ao lado do trono daquele que É e tudo pode.

É assim que cada filho pode testemunhar hoje que experimenta cada dia o carinho e a proteção da Senhora mãe de Jesus e nossa. Foi assim que filhos humildes e santos falaram dela: um João Bosco ensinando seus meninos a invocá-la como Auxiliadora; um Domingos, ensinando o povo a honrá-la como rosário; um José Keneth inflamando as famílias cristãs a confiarem na mãe e rainha três vezes admirável; as crianças de Fátima apontando-a como consolo dos pecadores; Luiza de Marilac falando de sua proteção milagrosa; tantos, tanta gente... testemunhando que esta mãe está sempre por perto, protegendo, abençoando, auxiliando seus filhos e filhas neste vale de lágrimas.

E Nossa Senhora nos protege. Ora, se nos protege... Quem já viu uma mãe ficar de braços cruzados quando vê seus filhos sofrendo, angustiados ou em situações difícieis. A única diferença é que esta mãe não nos assiste impotente. Ela está ao lado de quem tudo pode e para quem um simples olhar seu já é ordem. Não só porque ele, o filho, é o próprio Deus, mas também porque verdadeiramente ama sua mãe santa e nos ama, a nós pecadores, seus irmãos e irmãs. Maria, nossa mãe, verdadeiramente nos protege.

Pe. Zezinho, scj

Postado por Mário Carlos às 09:47 horas
Quarta, 28 de maio de 2008

Porque reelegemos Pe. Pascual Chaves

O mundo tem mudado muito, nas últimas décadas. A Igreja também. Nos últimos anos, com a globalização, assistimos a uma mudança cultural inimaginável. O avanço da ciência, da tecnologia, mudanças no mundo da produção e da economia, formação de blocos econômicos para além de fronteiras nacionais.... um novo mundo que emergiu com a derrocada do mundo socialista soviético e a expansão do capitalismo. Nesta nova situação, a família vive uma grande crise. O mesmo se diga da escola e da igreja. A crise alcança também a vida religiosa. É um momento de mudança de paradigmas, com forte perda de valores humanos e cristãos basilares. Num mundo que vai se secularizando sempre mais, a religião vai se reduzindo à subjetividade e perdendo sua força de iluminação da vida em sociedade.

Tomando consciência do contexto desafiador em que vivemos, procuramos alguém com mente suficientemente aguçada para compreender os desafios que a história nos coloca neste momento e coração iluminado pela luz de Deus para guiar a Congregação nesta difícil travessia. Há seis anos vem nos liderando o Pe. Pascual Chavez, um mexicano, que viajou os cinco continentes como superior geral, encontrando e conversando com os salesianos, os educadores e jovens, comunicando-lhes entusiasmo e esperança.

Não se trata de salvar a Congregação, mas de salvar os jovens, nos faz entender o Pe. Chavez. Ele nos faz uma convocação clara: voltar a Dom Bosco, voltar aos jovens. É hora de reeditar o sistema preventivo de Dom Bosco, desenvolvendo suas inspirações originais, com a riqueza das novas contribuições das ciências humanas, sensível às novas realidades juvenis. Voltar aos jovens, isto é concentrarmo-nos na realidade juvenil, mais que na instituição. Dedicarmo-nos mais ao seu crescimento humano e cristão que à gestão de nossas obras. Fazermo-nos presentes em seu mundo e em suas vidas, com o afeto e a dedicação de Dom Bosco.

Não temos uma solução para o mundo, para crise da família e da educação escolar, ou mesmo da vida religiosa. Mas, podemos ver com clareza que podemos estar presentes neste contexto com a grande contribuição de nossa própria identidade: cristãos comprometidos com a vida e a salvação dos jovens, com a riqueza de uma pedagogia e de uma espiritualidade que brotam do evangelho e do coração de Dom Bosco. Acreditamos na educação e fazemos dela o nosso maior serviço aos jovens e à sociedade. Neste momento difícil da travessia da história, não temos grandes planos, nem estamos apenas querendo salvar a própria pele. Colocamo-nos decisivamente ao lado da juventude, especialmente dos jovens com menor oportunidade, os mais pobres, os que estão em situação de risco social. Como seus educadores e pastores. De todo coração. No Pe. Pascual Chavez, identificamos um líder para esta travessia.

Pe. João Carlos

Postado por Mário Carlos às 08:51 horas
Segunda, 12 de maio de 2008

[i][b]Maria e Judas: dois discípulos a um passo da paixão

"Ela derramou o perfume nos pés de Jesus

e os enxugou com os seus cabelos;

e toda a casa ficou perfumada” (Jo 12, 3)

Seis dias antes da Páscoa, Jesus hospeda-se na casa de Marta, Maria e Lázaro, seus amigos e discípulos. Prepararam um bom jantar para receber Jesus e o seu grupo. Durante o jantar, Maria lavou os pés de Jesus com um perfume muito caro. A casa ficou cheia do perfume de Maria. Foi um gesto de amor, de gratuidade, de serviço. O perfume é coisa que fala de amor, de carinho. Lavar os pés do visitante era um gesto de serviço, trabalho de criados. Com certeza, ela empregou um bom dinheiro para comprar aquele perfume e o derramou sem pena nos pés do Mestre. Foi um gesto de gratuidade, de um amor generoso que não faz as contas de quanto está gastando, quanto está empenhando, quanto está colocando de si. Amor gratuito, como o de Jesus que estava para dar a própria vida, sem reserva, sem fazer contas. Dar a própria vida: ninguém tem maior amor. Judas representa quem não é capaz de amar como Jesus. Judas é quem não aprendeu a amar como Jesus. Ou quem não quer acolher o amor de Jesus, assim tão generoso e gratuito como é. Por isso, ele reclama do disperdício que seria derramar aquele perfume todo ou mesmo o dinheiro que podia ter sido econimzado para ajudar os pobres. Judas não entendeu: não se trata apenas de ajudar os pobres. Trata-se de amar os pobres. Como Jesus, comprometendo a própria vida, numa atitude de serviço gratuito e generoso. Maria mostrou que aprendeu com Jesus: o perfume do seu bom exemplo, de sua vida de discípulo encheu a casa toda, como uma luz que ilumina. Judas mostrou o sentimento mesquinho de quem não aprendeu a ser como o Mestre. Mas interessado no seu bolso, na sua vida, do que no bem dos outros. Incapaz de seguir com Jesus até a cruz.

Pe. João Carlos, sdb

Postado por Mário Carlos às 09:56 horas
Sexta, 02 de maio de 2008

A igreja conta com vocês!

SALESIANOS EM AUDIÊNCIA COM O PAPA

P. João Carlos

Em 05 ônibus, deixamos a Pisana, dirijindo-nos ao Vaticano para um audiência com o Papa. Pisana é a Casa Geral, onde estamos realizando o 26º Capítulo Geral da Congregação Salesiana. Os 233 capitulares, representando os quase 16 mil salesianos presentes em 129 nações, entramos na Basílica de São Pedro e fomos direto ao lugar onde está a imagem de Dom Bosco, para uma breve oração. Em seguida, rezamos o Credo diante do altar da confissão, o altar central construído sobre o túmulo de Pedro. Meia hora depois estávamos na Sala Clementina, aguardando o Papa para a audiência.

Acolhemos Bento XVI com muitas palmas e a saudação do Reitor Mor apresentando o novo Conselho Geral recentemente eleito e acentuando o sentimento de comunhão com a Igreja que anima os salesianos, à imitação de Dom Bosco. Acolhemos a mensagem do Papa como um estímulo ao nosso trabalho no Capítulo, que se propõe a reacender a paixão apostólica de Dom Bosco a serviço dos jovens de hoje.

O Pontífice recordou os desafios do mundo de hoje, acentuando sobretudo o avanço do processo de secularização na cultura contemporânea. Confirmou o grande apreço que a Igreja tem para com a vida consagrada, como seguimento de Jesus. Estimulou-nos à fidelidade à nossa vocação e ao nosso carisma. E pediu: “a vida espiritual deve estar em primeiro lugar na vida de vocês”. Disse ainda que o florescimento da Congregação vai depender da nossa fidelidade ao Evangelho e às nossas Constituições, de um teor de vida austero e simpes, do amor fiel à Igreja e do generoso dom de nós mesmos aos jovens, especialmente os sem oportunidade.

Uma outra frase do Papa não pode ser esquecida: “O salesiano precisa ter o coração aberto para identificar as novas necessidades dos jovens e escutar o seu pedido de ajuda, deixando eventualmente a outros os campos de intervenção pastoral já consolidados”. Estimulou-nos ainda ao empenho na formação de leigos com coração apostólico. E, chamando atenção para a grande urgência da educação nos dias de hoje, insistiu que nos dedicássemos de maneira especial à formação das famílias. “A pastoral juvenil de vocês tem que se abrir decisavamente à pastoral familiar”, disse textualmente.

A formação dos salesianos foi o último ponto tratado pelo Pontífice. “Não se contentar com a mediocridade”, disse ele. E mais: superar as fragilidades vocacionais, favorecer acompanhamento espiritual e garantir qualificação educativa e pastoral a todos os membros.

A visita ao Papa foi mais um capítulo do nosso Capítulo. Ele é mais do que uma assembléia que vai produzir um bom documento de orientação para a missão salesiana. É também um momento especial de formação para todos nós, lideranças do mundo salesiano.

A audiência aconteceu no dia 31 de março de 2008.

Postado por Mário Carlos às 08:26 horas
Terça, 15 de abril de 2008

Porque reelegemos Pe. Pascual Chaves

O mundo tem mudado muito, nas últimas décadas. A Igreja também. Nos últimos anos, com a globalização, assistimos a uma mudança cultural inimaginável. O avanço da ciência, da tecnologia, mudanças no mundo da produção e da economia, formação de blocos econômicos para além de fronteiras nacionais.... um novo mundo que emergiu com a derrocada do mundo socialista soviético e a expansão do capitalismo. Nesta nova situação, a família vive uma grande crise. O mesmo se diga da escola e da igreja. A crise alcança também a vida religiosa. É um momento de mudança de paradigmas, com forte perda de valores humanos e cristãos basilares. Num mundo que vai se secularizando sempre mais, a religião vai se reduzindo à subjetividade e perdendo sua força de iluminação da vida em sociedade.

Tomando consciência do contexto desafiador em que vivemos, procuramos alguém com mente suficientemente aguçada para compreender os desafios que a história nos coloca neste momento e coração iluminado pela luz de Deus para guiar a Congregação nesta difícil travessia. Há seis anos vem nos liderando o Pe. Pascual Chavez, um mexicano, que viajou os cinco continentes como superior geral, encontrando e conversando com os salesianos, os educadores e jovens, comunicando-lhes entusiasmo e esperança.

Não se trata de salvar a Congregação, mas de salvar os jovens, nos faz entender o Pe. Chavez. Ele nos faz uma convocação clara: voltar a Dom Bosco, voltar aos jovens. É hora de reeditar o sistema preventivo de Dom Bosco, desenvolvendo suas inspirações originais, com a riqueza das novas contribuições das ciências humanas, sensível às novas realidades juvenis. Voltar aos jovens, isto é concentrarmo-nos na realidade juvenil, mais que na instituição. Dedicarmo-nos mais ao seu crescimento humano e cristão que à gestão de nossas obras. Fazermo-nos presentes em seu mundo e em suas vidas, com o afeto e a dedicação de Dom Bosco.

Não temos uma solução para o mundo, para crise da família e da educação escolar, ou mesmo da vida religiosa. Mas, podemos ver com clareza que podemos estar presentes neste contexto com a grande contribuição de nossa própria identidade: cristãos comprometidos com a vida e a salvação dos jovens, com a riqueza de uma pedagogia e de uma espiritualidade que brotam do evangelho e do coração de Dom Bosco. Acreditamos na educação e fazemos dela o nosso maior serviço aos jovens e à sociedade. Neste momento difícil da travessia da história, não temos grandes planos, nem estamos apenas querendo salvar a própria pele. Colocamo-nos decisivamente ao lado da juventude, especialmente dos jovens com menor oportunidade, os mais pobres, os que estão em situação de risco social. Como seus educadores e pastores. De todo coração. No Pe. Pascual Chavez, identificamos um líder para esta travessia.

Pe. João Carlos

Postado por Mário Carlos às 08:10 horas
Sexta, 04 de abril de 2008

A igreja conta com vocês!

SALESIANOS EM AUDIÊNCIA COM O PAPA

P. João Carlos

Em 05 ônibus, deixamos a Pisana, dirijindo-nos ao Vaticano para um audiência com o Papa. Pisana é a Casa Geral, onde estamos realizando o 26º Capítulo Geral da Congregação Salesiana. Os 233 capitulares, representando os quase 16 mil salesianos presentes em 129 nações, entramos na Basílica de São Pedro e fomos direto ao lugar onde está a imagem de Dom Bosco, para uma breve oração. Em seguida, rezamos o Credo diante do altar da confissão, o altar central construído sobre o túmulo de Pedro. Meia hora depois estávamos na Sala Clementina, aguardando o Papa para a audiência.

Acolhemos Bento XVI com muitas palmas e a saudação do Reitor Mor apresentando o novo Conselho Geral recentemente eleito e acentuando o sentimento de comunhão com a Igreja que anima os salesianos, à imitação de Dom Bosco. Acolhemos a mensagem do Papa como um estímulo ao nosso trabalho no Capítulo, que se propõe a reacender a paixão apostólica de Dom Bosco a serviço dos jovens de hoje.

O Pontífice recordou os desafios do mundo de hoje, acentuando sobretudo o avanço do processo de secularização na cultura contemporânea. Confirmou o grande apreço que a Igreja tem para com a vida consagrada, como seguimento de Jesus. Estimulou-nos à fidelidade à nossa vocação e ao nosso carisma. E pediu: “a vida espiritual deve estar em primeiro lugar na vida de vocês”. Disse ainda que o florescimento da Congregação vai depender da nossa fidelidade ao Evangelho e às nossas Constituições, de um teor de vida austero e simpes, do amor fiel à Igreja e do generoso dom de nós mesmos aos jovens, especialmente os sem oportunidade.

Uma outra frase do Papa não pode ser esquecida: “O salesiano precisa ter o coração aberto para identificar as novas necessidades dos jovens e escutar o seu pedido de ajuda, deixando eventualmente a outros os campos de intervenção pastoral já consolidados”. Estimulou-nos ainda ao empenho na formação de leigos com coração apostólico. E, chamando atenção para a grande urgência da educação nos dias de hoje, insistiu que nos dedicássemos de maneira especial à formação das famílias. “A pastoral juvenil de vocês tem que se abrir decisavamente à pastoral familiar”, disse textualmente.

A formação dos salesianos foi o último ponto tratado pelo Pontífice. “Não se contentar com a mediocridade”, disse ele. E mais: superar as fragilidades vocacionais, favorecer acompanhamento espiritual e garantir qualificação educativa e pastoral a todos os membros.

A visita ao Papa foi mais um capítulo do nosso Capítulo. Ele é mais do que uma assembléia que vai produzir um bom documento de orientação para a missão salesiana. É também um momento especial de formação para todos nós, lideranças do mundo salesiano.

A audiência aconteceu no dia 31 de março de 2008

Postado por Mário Carlos às 16:02 horas
Segunda, 24 de março de 2008

Aonde vais, Senhor? (João 13, 36)

O senhor, na ceia, depois do lava-pés, anunciou que estava de partida. Chegara sua hora. Tinha que ir. Foi para esta hora que viera. Os discípulos ficaram confusos. Já estavam confusos com o lava-pés. Como poderiam entender que Jesus sendo o mestre, o chefe, fizesse o papel de criado? E mais: dera-lhes um mandamento. “Amar os outros como eu ele os tinha amado”.

“Aonde vais, Senhor?” perguntou Pedro. Ele sabia: Jesus estava indo para um lugar perigoso. Desde o começo da ceia o Mestre estava sob forte emoção. Com certeza, estava indo para um lugar perigoso. Talvez o Templo. Ou uma praça. Quem sabe não seria algum encontro decisivo com os chefes de Jerusalém. Ah, ele não deixaria o Mestre ir sozinho. Quis saber: “Aonde vais, Senhor?”. Está partindo pra onde? Aonde o senhor for, eu vou também. Se for preciso, eu dou a minha vida pra lhe defender.

“Ah, Simão, onde eu vou tu não podes ir”. Tu não tens condição de ir, queria dizer Jesus. Irás depois. Mas, agora não tens condição. Não vais enfrentar o que eu vou enfrentar. Não estais em condições de fazer o caminho que eu vou fazer. Quem sabe, depois... ao contrário, Simão, tomarás o caminho contrário. Recuarás. Negarás até me conhecer. Tu não vais comigo.

“Aonde vais, Senhor?” é a pergunta de todo discípulo ou discípula de Jesus nesta semana santa. E sempre. Aonde vai o Senhor? Ele leva sua missão até o fim. Ele vai dar a sua vida pelos seus. Ele vai se oferecer a si mesmo como sacrifício por nossos pecados. Ele vai para a cruz. Ele vai fazer o caminho do calvário, até sua entrega difinitiva.

Simão Pedro recuou, negou Jesus, traiu o Mestre. Não queria se arriscar como ele, não queria se entregar completamente, como ele. Mas, depois caiu em si, chorou amargamente sua falta, sua traição. E foi perdoado. A seu tempo, seguiu Jesus no caminho da entrega generosa e total pelos outros, como o Mestre. Fez isto com sua vida de animador da comunidade, da igreja nascente. Fez isso com a entrega da própria vida na cruz, em Roma. “Irás depois”, Jesus tinha dito.

Pedro é um espelho para você. E para mim. Você não sabe bem para onde Jesus vai. Não está entendendo bem o que está acontecendo nestes dias da semana santa. Ele está indo para a cruz... está pronto para segui-lo? Vai tomar o caminho contrário, como Pedro? Se fracassar, o galo avisa. É a hora da conversão e do perdão. Importante é que sua vida não tome o rumo contrário do caminho de Jesus. O caminho da cruz é o caminho do amor total. Amar como ele amou. Esta é a convocação destes dias santos.

“Aonde vais, Senhor?”

Postado por Mário Carlos às 07:58 horas
Quinta, 13 de março de 2008

O que os filhos aprendem com os pais

O que é que nós lembramos dos nossos pais? Os conselhos que eles nos deram, as lições de moral que nos passaram? O que a nossa mente gravou de nossos pais, em nossa infância e adolescência, foi o modo como eles faziam as coisas, como eles falavam conosco, como cuidavam da gente. O que fica na mente dos filhos não é o que os pais dizem, é o que eles são.

Afinal, não é bastante criar um ambiente disciplinado e não deixar faltar nada dentro de casa? Será que eles não estão reclamando de barriga cheia? Está em discussão o papel dos pais na educação dos filhos. Hora de pensar.

Aqui está a grandeza e, ao mesmo tempo, o perigo de ser pai ou mãe: serem capazes de despertar admiração nos filhos. E é isso que contribui decisivamente para a sua educação. Não é tanto o que se diz: uma reprimenda, um conselho, um sermão. O que realmente educa é o modo de ser pai ou mãe. Educação só acontece no encontro de pessoas: pais e filhos. Encontro de pessoas quer dizer encontros de vida: pais e filhos que se revelam como realmente são.

Os pais têm, é claro, um papel a cumprir: suprir as necessidades materiais da família; cuidar da casa, do cumprimento das obrigações escolares dos filhos, dos seus horários; proporcionar-lhes tempos de lazer, pagar as contas, zelar pela segurança da casa e das pessoas. É um papel social que pai e mãe cumprem, mesmo que os filhos maiores colaborem. Isto cria um ambiente organizado, disciplinado, que funciona. Mas, isto não é tudo. O que realmente educa é quando, fazendo tudo isto, os pais conseguem estar junto de seus filhos como pessoas: com sua história, suas dificuldades, seus sonhos. Quando se revelam como pessoas reais, com seus dramas e esperanças. Quando abrem o livro de sua vida, partilham o seu dia-a-dia. Sem isso, fazem apenas o papel que lhes cabe como chefes de família, apenas um papel social. O papel de educadores, não. E não se educa sem encontro de pessoas, sem partilha de vida.

E como fazer? Correndo, cumprindo horários e compromissos profissionais e familiares, os pais precisam ser gente e mostrar-se como humanos que são. Por isso, é importante que haja tempo para conversa em família. Para diálogo mesmo. Para contar aos filhos suas histórias, seu passado, seus acertos, suas buscas. Da história de cada um, do dia-a-dia partilhado vai se construindo, aos olhos dos filhos, a imagem de pais próximos, humanos e amigos. O amor aos filhos se prova não somente pelo cuidado com sua agenda e suas tarefas, mas sobretudo com o diálogo, procurando-se conhecer a sua vida, suas tensões, seus descontentamentos, suas pretensões, seus sonhos... Tem que haver clima de confiança para haver diálogo. E só na confiança e no diálogo, há verdadeira educação.

Em tempos em que a família tem relativamente pouca influência na vida dos filhos, em comparação com a opinião dos amigos ou a mídia, os pais têm que encontrar o seu papel específico de educadores, no diálogo. É escutando cada filho, e na conversa franca em família, que vão aparecendo oportunidades para uma palavra de orientação, um conselho, uma consideração que ajude a pensar. É aí que vai amadurecendo a personalidade do adolescente: recebendo uma influência positiva dos seus pais, que não sabem tudo, mas sabem ajudar a pensar e dão testemunho de estarem também procurando o melhor para sua própria felicidade.

Os pais não precisam ser perfeitos. E podem até nem viver mais juntos, o que de qualquer forma é uma pena. Mas, ainda assim poderão realizar bem sua missão de educadores dos filhos: sendo pessoas que se revelam como tais, comunicam a si mesmos, escutam os filhos, dialogam com eles... tornam-se referência para sua vida.

Quando adultos, os filhos não vão lembrar os discursos, os sermões, as broncas... na mente lhes estará impressa a pessoa humana de seus pais, com suas buscas e fracassos, que continuará a lhes servir de estímulo, de apoio, de referência.

Postado por Mário Carlos às 07:40 horas
Sexta, 29 de fevereiro de 2008

O Oratório Festivo

As ruas das grandes cidades hoje assustam a qualquer um. E não estou falando de cidades de filmes americanos. Estou falando das ruas de nossas cidades médias e grandes. Não há quem fique indiferente à quantidade de meninos e meninas pelas ruas, adolescentes desocupados e ociosos... alguns tentando ganhar um trocado como flanelinhas ou engraxando sapatos ou pedindo esmolas ou vendendo qualquer coisa nos semáforos. Crianças e adolescentes pelas ruas, como órfãos de guerra, sem perspectiva de vida... Ficamos assustados e temerosos, sobretudo porque os presenciamos se envolvendo em pequenos assaltos, cheirando cola, pixando prédios... Qual será o futuro desse pessoal, hoje sem nenhum presente?

Todo mundo sabe por onde passa o futuro de nossas crianças e adolescentes. Pela escola ou melhor pela educação. E, claro, por uma família em condições de sobrevivência digna: a esperada elevação do nível de emprego, moradia e cultura do país. A educação, esse é o segredo: a forma como a sociedade contribui para o crescimento positivo dos cidadãos. Mas, a educação vai além da escola. E é aí que entra uma iniciativa muito interessante, que vocês talvez nunca ouviram falar: o Oratório Festivo.

Assim como a Escola pensa o processo formal do conhecimento, o Oratório pensa a ocupação positiva do tempo livre dos adolescentes. Esta é a inspiração: o tempo livre, o lazer, o esporte, a brincadeira... isso tudo é espaço para a educação. O Oratório Festivo é uma proposta de educação no tempo livre, através do esporte, de atividades recreativas e lúdicas. Funciona sobretudo nos finais de semana, com campeonatos, passeios, shows, oficinas culturais.

Um grande educador, Dom Bosco, adaptou e difundiu esta obra de educação, o Oratório. Nos feriados e finais de semana, ele reunia adolescentes da periferia de sua cidade para recreação e convivência. Como fino educador, intuiu que o Oratório seria uma atividade ideal para ajudar os meninos pobres a viver intensos momentos de alegria e festa, cultivando valores positivos como amizade, cordialidade, honestidade e religiosidade. Dom Bosco e os seus salesianos, em cada final de semana, acompanhavam centenas de adolescentes em suas brincadeiras e jogos, como bons amigos, ajudando a criar um ambiente organizado e fraterno. Além dos jogos, eles ofereciam também espaço para formação religiosa e assistência da Missa dominical. Logo, logo o Oratório tornou-se uma grande comunidade de adolescentes barulhentos e felizes, acompanhados de perto por jovens educadores que estavam sempre ao seu lado, como bons companheiros.

Por graça de Deus, esta instituição "Oratório" continua existindo. Não há uma Casa Salesiana em todo o Brasil que não tenha um Oratório funcionando nos finais de semana. O menino pode não gostar de ir pra escola, entrar numa sala de aula, fazer provas... mas de ir para o Oratório, disputar um campeonato de futebol, correr, brincar... não há quem não goste. O Oratório é uma proposta de educação informal através da ocupação sadia do tempo livre, através do esporte, do lazer, de oficinas culturais, da formação religiosa.

Querendo se informar melhor sobre o Oratório Festivo, me escreva: Caixa Postal 7420 - Recife - PE CEP 50.630-970; ou mande um e-mail: padrejoaocarlos@terra.com.br; ou telefone: (81) 3224.9284.

Diante da situação alarmante de tantos meninos e adolescentes nas ruas, há muito mais a fazer do que lamentar ou assustar-se levantando o vidro do carro... a alfabetização de jovens e adultos, a profissionalização dos adolescentes, a luta por uma escola de qualidade... e até um Oratório Festivo, como Dom Bosco fez e como a família salesiana continua fazendo.

Pe. João Carlos

Postado por Mário Carlos às 08:08 horas
Dez · Nov · Out · Set · Ago · Jul · Jun · Mai · Abr · Mar · Fev · Jan
2008 · 2007
1 . 2 . 3 . 4 . 5 . 6 . 7

Comentários e Recados

chicuta em 28/11/2008São José da Laje · AL

Olá somos a Banda Cactus de São José da Laje - AL, gostei do seu trabalho nosso enderelo é www.palcomp3.com.br/bandacactus, ja teve 02 shows do padre João CArlos aqui muito bom

Américo Júnior em 12/08/2008Recife · PE

Esse Pe. João é maravilhoso, que Deus continue lhe abençoando.

www.palcomp3.com.br/americojunior

Daniel em 15/07/2008Belo Horizonte · MG

Querido Pe João Carlos! Quanto tempo! Sou aquele músico que trabalhava nos Salesianos em 1996 quando ainda sonhava em gravar meu CD. Por fim em 1999 Deus tornou realidade e em 2004 fui como missionário junto com minha esposa e filha para levar a palavra de N. S. Jesus Cristo ao Peru, Uganda-Africa e Inglaterra num total de 3 anos servindo à nossa linda Igreja. Saudades! Daniel Fernandes

dibeatles em 07/07/2008São Paulo · SP

A música quem me tocou é maravilhosa!

Escute o meu som também

www.palcomp3.com.br/diogorock

Fica na paz do Senhor!

rafael em 24/03/2008Rio de Janeiro · RJ

como em cotra o seu dvd pe. recife nas lojas de da cidade

Thiaguinho em 12/03/2008São Paulo · SP

eae galera passando para parabenizar pelo som de vcs.... continuem assim....

ai se der da uma passadinha na pagina da minha banda tbm....

http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/destino

fiquem com Deus....

Leandra em 01/03/2008Araras · SP

Deus abençoe!

quem me tocou, lindo!

Leandra Carlos

htt/:www.palcomp3.com.br/leandra

Emerson Grisa em 30/01/2008Lucas do Rio Verde · MT

Muito bom a trabalho de vcs - fiquem com Deus - na paz do Senhor

acessem www.locutoremersongrisa.palcomp3.com.br

EDICARLOS em 29/12/2007Aracaju · SE

QUANDO RETORNA A SERGIPE???

JÁ PARTICIPEI DE DIVERSOS SHOWS DESSE SERVO DE DEUS,

INCLUSIVE DOIS DELE EM PORTO DA FOLHA/SE...

CIDADE QUE O PADRE TANTO GOSTA!!!

Ir. Marilene em 13/12/2007Rio Branco · AC

TODOS ESSE CANTORES SÃO LINDOS...

MÚSICAS QUE EVANGELIZAM.PARABÉNS PELO ANÚNCIO DA PALAVRA DE DEUS

IR. MARILENE!

Dez · Nov · Out · Set · Ago · Jul · Jun · Mai · Abr · Mar · Fev · Jan
2008 · 2007

Você precisa estar logado para comentar.


Recuperar senha · Cadastrar grátis
© 2003-2008 palcomp3.com.br Cadastre-se GRÁTIS! Aviso Legal Privacidade Anuncie Fale com o PalcoMP3
21.650 artistas
125.085 músicas
64.578 downloads ontem