
Com os pés nas caatingas e a cabeça no mundo, Paulo Soares (foto) reúne músicos piauienses, baianos e pernambucanos na cidade de Juazeiro-BA. Ritmos diversificados, boa pegada de violão/percussão e poesia.
leia o release completoOlá amig@s e camarad@s que me respeitam e que gostam do meu trabalho. Um grande abraço para todos. Como alguns de vocês sabem, além de cantar e compor algumas canções, sou formado em ciências sociais e tenho atuado como professor universitário há dez anos. A música é um tema que pode ser investigado a partir da sociologia e da antropologia. Por isso, vou postar, de vez em quando, alguns ensaios sobre música e cultura, como forma de incentivar a reflexão e para que assim possam conhecer um pouco desse meu lado acadêmico.
Um forte abraço
Postado por Paulo Soares Neto às 23:09 horasINDIVÍDUO E CULTURA NA MÚSICA DE PAULINHO DA VIOLA
Paulo Ribeiro Soares Neto
Mestre em Sociologia – UFBA/ Professor de Antropologia da UNEB/Campus III
A música, ou mais especificamente, a trajetória ou carreira de alguns artistas, é um excelente laboratório onde podemos observar a relação indivíduo-sociedade em sua dinâmica marcada pela oscilação entre posturas afinadas pelo tom dos padrões sociais – portanto, padronizadas – e outras posturas desafinadas ou fora dos padrões, expressas pela descontinuidade de algumas trajetórias individuais que ajudam a formar o verdadeiro elo criativo da cultura e que trabalham pela sua transformação. Na verdade, trata-se de dois movimentos da cultura que estão acontecendo paralelamente na trajetória individual: um que trabalha para a continuidade daquilo que é padronizado na sociedade e outro que está a serviço da transformação de tudo que existe. É possível considerar, por exemplo, o episódio em que o sambista Paulinho da Viola, no filme documentário Saravah (Pierre Barouh, gravado em 1969) diz estar ligado a uma tradição das escolas de samba e que por isso mantém certos princípios tradicionais da composição de sambas para carnaval, ao comparar o seu trabalho com o de Maria Betânia, que seria mais livre para o experimentalismo por não ter o mesmo compromisso com o tradicionalismo. Embora passássemos por uma forte efervescência criativa no campo das artes, com a música em destaque, vivia-se um momento político muito difícil no Brasil. Nem todos queriam ousar.
Realmente, em 1969, Paulinho da Viola era, como ainda hoje é, um compositor de samba ligado a tradicionalidade da Escola de Samba Portela. No entanto, naquele mesmo ano, no festival da Record de 1969, o cantor foi vaiado ao cantar Sinal Fechado, exatamente uma música que representava – naquele momento – um certo distanciamento da estética dos sambas e demarcava um campo para a sua individualidade. Esse deslocamento que Paulinho da Viola faz em Sinal Fechado, que não significa um rompimento, pode ser entendido como uma manifestação das forças da descontinuidade dentro de um projeto que se autodeclara vinculado a continuidade de uma certa tradição do samba. Tanto é assim que Paulinho, mais tarde, comporia um samba em que dizia “Tá legal, eu aceito o argumento / Mas não me altere o samba tanto assim / É que a rapaziada está sentindo a falta / De um cavaco, do pandeiro e de um tamborim”. Na obra de Paulinho da Viola, portanto, podemos ver a continuidade e a descontinuidade do samba, ainda que – como penso hipoteticamente – este não tenha sido um caminho totalmente projetado pelo cantor.
Continuidade e descontinuidade representam duas forças do tempo. O tempo de agora recheado de tradição e a tradição renovada a cada dia. Esses dois movimentos dinamizam a sociedade contemporânea e estão presentes até mesmo quando a gente faz um caruru com sazón. Misturamos em nós mesmos a tradição com a modernidade e recriamos constantemente a realidade que nos cerca, com essa receita que permite a comunicação entre as gerações de ontem e de hoje, no aqui e acolá das nossas idas e vindas do passado para o presente e do presente para o passado. Nesse sentido, os indivíduos não são apenas produtores ou reprodutores da cultura, simplesmente, eles dialogam com ela com base nos argumentos acumulados na sua trajetória, a qual é marcada pelas diferentes interações que fez e que faz na vida. Paulinho da Viola, embora clame para que não se altere o samba tanto assim, deverá aceitar o argumento que ao lado da tradição e das forças que garantem a sua manutenção, há um movimento paralelo que estabelece descontinuidades e que operam a transformação. Estas duas forças dinâmicas estão implicadas no processo de produção da cultura.
Postado por Paulo Soares Neto às 22:53 horasOi Paulo,
Ouvi as suas músicas e gostei bastante; está realmente condizente com a sua sensibilidade musical. A produção é muito boa. Esta mistura de piauienses e pernambucanos deu muito certo. Estão todos de parabéns. Vou começar a divulgar.
Sucessos!
Grande abraço irmão!
Oi Paulo,
Ouvi as suas músicas e gostei bastante; está realmente condizente com a sua sensibilidade musical. A produção é muito boa. Esta mistura de piauienses e pernambucanos deu muito certo. Estão todos de parabéns. Vou começar a divulgar.
Sucessos!
Grande abraço irmão!
Oi Paulo,
Ouvi as suas músicas e gostei bastante; está realmente condizente com a sua sensibilidade musical. A produção é muito boa. Esta mistura de piauienses e pernambucanos deu muito certo. Estão todos de parabéns. Vou começar a divulgar.
Sucessos!
Grande abraço irmão!
Olá vcs
Bolão, Duduca,Bruno,Paulo e Sheldon.
Lindas canções, " UMA GAIVOTA" lindissíma, parabéns, sucesso, paz e sorte na carreira de artista, que DEUS ilumine o caminho que percorrem.
sou mãe de um compositor Rodrigo Porto site;
porto.palcomp3.com.br
mandem comentários, ficarei grata e passarei o site de vcs aos amigos.
Dinalva Porto
Olá amigos e amigas, aproveitem um pouco do nosso trabalho. Adicionarei mais coisas no decorrer das visitas.
Ops!
Para ouvir as músicas deste artista você precisa ter o plugin flash ou atualizá-lo.